Mostrando postagens com marcador Camões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Camões. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Luís Vaz de Camões (1525 - 1580)

Dúvidas e hipóteses cercam até hoje a vida de Camões. Nasceu provavelmente em Lisboa, por volta de 1525. Estudou em Coimbra, no convento de Santa Cruz. Freqüenta os serões do Paço Real e a vida boêmia de Lisboa, envolvendo-se com brigas e prostitutas. Talvez desterrado por causa de amores que arrumara no paço, parte para a luta contra os mouros, em Ceuta, onde, em combate, perde a vista direita.

Retorna a Lisboa. É preso por envolver-se em brigas.Viaja ao Oriente, a serviço do império. É nomeado, em 15569, provedor dos bens de defuntos e ausentes em Macau, na China. Acusado de prevaricador no desempenho do cargo, volta a Goa, sob prisão. Durante essa viagem, naufraga na foz do rio Mecon (Indochina). Nesse naufrágio, perde sua companheira chinesa, mas consegue salvar a nado, numa das mãos, os manuscritos de Os Lusíadas.

Retorna a Lisboa em 1570, paupérrimo. Publica, em 1572, Os Lusíadas. Leva uma vida miserável em Lisboa, apesar de uma pensão anual de 15 mil-réis, fornecida por D.Sebastião. Morre em 1580, em extrema miséria.
Considerado o maior poeta português do Classicismo e um dos maiores de toda a literatura em língua portuguesa, Camões “viveu tão intensamente o seu tempo, que se lhe tornou um símbolo acabado” (Massaud Moisés, Lírica).

Obras de Camões

1572- Os Lusíadas

Lírica
1595 - Amor é fogo que arde sem se ver
1595 - Eu cantarei o amor tão docemente
1595 - Verdes são os campos
1595 - Que me quereis, perpétuas saudades?
1595 - Sobolos rios que vão
1595 - Transforma-se o amador na cousa amada
1595 - Sete anos de pastor Jacob servia
1595 - Alma minha gentil, que te partiste
1595 - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
1595 - Quem diz que Amor é falso ou enganoso

Teatro
1587 - El-Rei Seleuco.
1587 - Auto de Filodemo.
1587 - Anfitriões

Para ler obras de Camões, clique aqui

Os Lusíadas

Os Lusíadas é uma obra poética escrita por Luís Vaz de Camões, considerada a epopeia portuguesa por excelência. Provavelmente concluída em 1556, foi publicada pela primeira vez em 1572 no período literário do classicismo, três anos após o regresso do autor do Oriente.A obra é composta de dez cantos, 1102 estrofes que são oitavas decassílabas, sujeitas ao esquema rímico fixo AB AB AB CC – oitava rima camoniana. A acção central é a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, à volta da qual se vão descrevendo outros episódios da história de Portugal, glorificando o povo português.

Leia mais detalhes aqui.


Fonte:
· Brasil Escola
· Jornal da Poesia
· Sua Pesquisa
· Wikipédia

Classicismo

Classicismo é o nome que se dá à literatura produzida durante a vigência do Renascimento (século XVI).

As pessoas enxergavam a obra de arte como forma de manifestação de beleza e harmonia, pois estavam dispostos a resgatar a cultura clássica, esse interesse vinha desde o final do século XIII, na Itália, onde os humanistas (escritores e intelectuais), liam e traduziam autores latinos e gregos. Desse grupo, destacam-se Dante Alighieri, Petrarca e Bocaccio.

Durante esse período, Dante Alighieri criou a medida nova (verso decassílabo), Petrarca compôs seu Cancioneiro com 350 poemas e Bocaccio escreveu Decameron.

As obras literárias produzidas durante o Renascimento privilegiam as seguintes características:

- Recuperação de temas da Antigüidade Clássica;
- Perspectiva humanista;
- Universalidade;
- Racionalismo.


O homem do século XVI se volta para a realidade concreta e acredita em sua capacidade de transformar e dominar o mundo.
O gênero lírico floresce durante o Renascimento, mas a poesia épica é também valorizada.

Durante os séculos XV e XVI, Portugal se tornou muito importante na Europa como Estado, povo, língua e cultura, se fazia necessário uma obra literária que retratasse todo esse momento de glória.

O poema épico Os Lusíadas, de Luís de Camões (1525 – 1580), sacia esse desejo do povo português, e se destaca no cenário europeu.
Camões, com todo seu conhecimento literário, filosófico, histórico, político e geográfico, conseguiu com louvor retratar e expressar o Renascimento português.

Foi na arte renascentista que o antropocentrismo atingiu a sua plenitude, agora, era o homem que passava a ser evidenciado, e não mais Deus.

A arte renascentista se inspirava no mundo greco-romano (Antiguidade Clássica) já que estes também eram antropocêntricos.

Características do Classicismo

- Racionalismo: a razão predomina sobre o sentimento, ou seja, a expressão dos sentimentos era controlada pela razão.
- Universalismo: os assuntos pessoais ficaram de lado e as verdades universais (de preocupação universal) passaram a ser privilegiadas.
- Perfeição formal: métrica, rima, correção gramatical, tudo isso passa a ser motivo de atenção e preocupação.
- Presença da mitologia greco-latina
- Humanismo: o homem dessa época se liberta dos dogmas da Igreja e passa a se preocupar com si próprio, valorizando a sua vida aqui na Terra e cultivando a sua capacidade de produzir e conquistar. Porém, a religiosidade não desapareceu por completo.

Principais Autoes e Obras

- Luís Vaz de Camões

Um dos maiores nomes da Literatura Universal, e certamente, o maior nome da Literatura Portuguesa.

Escreveu poesias (líricas e épicas) e peças teatrais, porém sua obra mais conhecida e consagrada é a epopéia “Os Lusíadas” considerada uma obra-prima.

Essa obra é dividida em 10 partes (cantos) com 8816 versos distribuídos em 1120 estrofes e narra a viagem de Vasco da Gama às Índias enfatizando alguns momentos importantes da história de Portugal.

Outros escritores existiram, porém não tiveram tanto destaque quanto Camões, são eles: Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro e Antonio Ferreira.

O Classicismo terminou em 1580, com a passagem de Portugal ao domínio espanhol e também com a morte de Camões.

Características de uma epopéia

- É escrita em versos.
- O tema é sempre grandioso e heróico e refere-se à história de um povo.
- É composta de proposição, invocação, dedicatória, narração e epílogo.


Fonte:
· Mundo Educação
· Info Escola