quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Resumos de Livros

Abaixo segue uma lista bem interessante com links para resumos de livros.

Retirei a lista do site Vestibular 1. Lá há mais informações sobre vestibular. Visitem.

Nem todos os livros relacionados abaixo são pedidos no vestibular 2009.
Portanto, pesquise a lista correspondente à faculdade que você irá fazer a prova. Num post anterior eu relacionei as listas de algumas faculdades. É só procurar!

Mas lembrem-se: Leiam os livros na íntegra! O resumo só deve ser usado para relembrar as histórias. Eles não contêm todos os detalhes que a obra tem.

Então, segue a lista em ordem alfabética:

A

A Bicicleta Azul - Régine Deforges
A casa da Madrinha - Lygia Bojunga Nunes
A Cidade e as Serras - Eça de Queirós
A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
A Faca de Dois Gumes - Fernando Sabino
A Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
A Hora da Estrela - Clarice Lispector
A Hora e Vez de Augusto Matraga - Guimarães Rosa
A ilustre casa de Ramires - Eça de Queirós
Agosto - Rubem Fonseca
Alguma Poesia - Carlos Drummond de Andrade
Alves & Cia. - Eça de Queirós
A Lira dos Vinte Anos - Álvares de Azevedo
A lista de Alice - Herbert de Souza (Betinho)
A majestade do Xingu - Moacyr Scliar
Amar Verbo Intransitivo - Mário de Andrade
Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo
A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água- Jorge Amado
Angustia - Graciliano Ramos
Antologia Poética - Carlos Drummond de Andrade
A Paixão Medida - Carlos Drummond de Andrade
A Relíquia - Eça de Queirós
Auto da Barca do Inferno
Auto da Compadecida (teatro) Ariano Suassuna

*****

B

Bandoleiros - João Gilberto Noll
Boca do Inferno - Ana Miranda
Bom Crioulo - Adolfo Caminha
Brás, Bexiga e Barra Funda - Antônio de Alcântara Machado
Broquéis - Cruz e Sousa

*****

C

Campo Geral - Guimarães Rosa
Cartas de Camões - Luís Vaz de Camões
Casa de Pensão - Aluísio Azevedo
Cem dias entre o céu e o mar - Amyr Klink
Cidades Mortas - Monteiro Lobato
Clara dos Anjos - Lima Barreto
Comédias da Vida Privada - Luiz Fernando Veríssimo
Contos Escolhidos - Rubem Braga
Contos Novos - Mário de Andrade
Conversa de bois - José Guimarães Rosa
Coração, Cabeça e Estômago - Camilo Castelo Branco

*****

D

Desmundo - Ana Miranda
Dom Casmurro - Machado de Assis
Dona Flor e seus dois maridos - Jorge Amado
Dom Quixote de La Mancha - Miguel de Cervantes


*****

E

Encarnação - José de Alencar
Esaú e Jacó - Machado de Assis
Espumas Flutuantes - Castro Alves
Estação Carandiru - Drauzio Varella
Eu e outras poesias - Augusto dos Anjos

*****

F

Falenas - Machado de Assis
Filomena Borges - Aluísio Azevedo
Fogo Morto - José Lins do Rego
Felicidade Clandestina - Clarice Lispector
Farewell - Carlos Drummond de Andrade

*****

G

Gabriela Cravo e Canela
Geração do Deserto - Guido Wilmar Sassi
Grande Sertão Veredas - Guimarães Rosa

*****

H

Helena - Machado de Assis
Hilda Furacão - Roberto Drummond
História e Sonhos - Lima Barreto

*****

I

I-Juca Pirama - Gonçalves Dias
Iaiá Garcia - Machado de Assis
Incidente em Antares - Érico Veríssimo
Inocência - Visconde de Taunay
Iracema - José de Alencar

*****

L

Laços de Família - Clarice Lispector
Lavadeiras - Cora Coralina
Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
Lira dos Vinte Anos - Álvares de Azevedo
Lucíola - José de Alencar

*****

M

Macunaíma - Mário de Andrade
Madame Pommery - José Maria de Toledo Malta
Manuelzão e Miguilim - Guimarães Rosa
Mar Absoluto - Cecília Meireles
Mar Morto - Jorge Amado
Martini Seco - Fernando Sabino
Marília de Dirceu - Tomás Antônio Gonzaga
Memorial de Aires - Machado de Assis
Memorial do Convento - José Saramago
Memórias de um sargento de milícias - Manuel Antônio de Almeida
Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
Memórias Sentimentais de João Miramar - Oswald de Andrvade
Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto

*****

N

Navio Negreiro - Castro Alves
Negrinha - Monteiro Lobato
No Moinho - Eça de Queirós
No tempo das tangerinas - Urda Alice Klueger
Noite na Taverna - Álvares de Azevedo

*****

O

O Alienista - Machado de Assis
O Amanuense Belmiro (Cyro dos Anjos)
O Ateneu - Raul de Pompéia
O Auto do Frade - João Cabral de Melo Neto
O Colocador de Pronomes - de Monteiro Lobato
O Cortiço - Aluísio Azevedo
O Crime do Padre Amaro - Eça de Queirós
O Encontro Marcado - Fernando Sabino
O Guarani - José de Alencar
O Homem do Furo na Mão e Outros Contos - Ignácio de Loyola Brandão
O Memorial do Convento - José Saramago
O Mulato - Aluísio Azevedo
O Noviço - Martins Pena
O Primo Basílio - Eça de Queirós
O Quinze - Rachel de Queiroz
O Romanceiro da Inconfidência - Cecília Meireles
O Suave Milagre - Eça de Queiroz
O Seminarista - Bernardo Guimarães
O Sermão da Sexagésima - Padre Antônio Vieira
Os Cus de Judas - António Lobo Antunes
Os Desastres de Sofia, Clarice Lispector
Os Escravos - Castro Alves
Os Lusíadas - Camões
Os Lusíadas - Camões Episódio: Inês de Castro
Os Lusíadas - Camões Episódio: O Velho Do Rastelo
Os Melhores Contos de Lima Barreto
Os Melhores Contos Rubem Braga
Os Melhores Poemas - Mário Quintana
Os Papéis do Coronel - Harry Laus

*****

P

Pareceres do Tempo - Machado de Assis
Pedra do Sono - João Cabral de Melo Neto
Poemas Escolhidos - Cecília Meireles
Primeiras Estórias - Guimarães Rosa
Pai Rico, Pai Pobre

*****

Q

Quarup - Antônio Calado
Quase Memória. Quase Romance - Carlos Heitor Cony
Quincas Borba - Machado de Assis

*****

R

Recado do Morro - Guimarães Rosa
Recordações do Escrivão Isaías Caminha - Lima Barreto

Riacho Doce - José Lins do Rego


*****

S

São Bernardo - Graciliano Ramos
Senhora - José de Alencar
Sentimento do Mundo - Carlos Drummond de Andrade
Sonetos - Camões
Sorrisos Meio Sacanas - Sérgio da Costa Ramos

*****

T

Tenda dos Milagres - Jorge Amado
Terras dos Sem Fim - Jorge Amado
Tocaia Grande - Jorge Amado
Triste Fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto
Tudo Começou com Maquiavel - Luciano Gruppi
Tutaméia - João Guimarães Rosa

*****

U

Ubirajara - José de Alencar
Últimos Sonetos - Cruz Souza
Uma Noite no Lírico - Lima Barreto
Uma Poética de Romance - Autran Dourado
Uma Pupila Rica - Joaquim Manuel de Macedo
Um Certo Capitão Rodrigo - Érico Veríssimo
Um Copo de Cólera - Raduam Nassar
Um Lugar ao Sol - Érico Veríssimo
Um Crime Delicado - Sérgio Sant'Anna

*****

V

Valsa Para Bruno Stein - Charles Kiefer
Venha Ver o Pôr-do-Sol e Outros Contos - Lygia Fahundes Telles
Vida e Cultura Açoriana em Santa Catarina - Raimundo Caruso
Vidas Secas - Graciliano Ramos
Vinte e Um Dedos de Prosa - Vários Autores
Vontade de Viver - Régine Deforges


*****

Boa leitura! ;)

Esse tal de Machado de Assis

Abaixo segue o texto publicado hoje no Vida Universitária...

Joaquim Maria Machado de Assis. Parece familiar? Tenho certeza que já ouviu algo sobre esse mulato que faleceu aos 69 anos, e sabe que no dia 19 de Setembro de 2008 completou-se seu centenário de morte, data também utilizada pelo nosso presidente para aprovar o acordo ortográfico da Língua Portuguesa.

"Centenário de morte?" Ah, agora lembrou, não é? Claro, com tantos meios de comunicação atualmente falando nesse tal de Machado de Assis! Está em todo lugar: na TV, nas bibliotecas, nas dicas de vestibular, nas escolas... (Aliás, vestibulando, preste atenção nas “datas redondas” que são comemoradas em 2008).

Mas afinal, qual a razão de seu sucesso? Porque as pessoas se apaixonam por sua obra? Por que é considerado o mais importante escritor da literatura brasileira? Através de uma breve análise a seu respeito é possível descobrir.

Ele foi um poeta brasileiro de transição entre o Romantismo e o Realismo. Porém não foi um autêntico Romântico, nem um declarado Realista. Sua obra inicial já apresentava aspectos voltados para ironia e desencanto. Sua visão de amor não era nada idealizada. Tais características ganharam mais intensidade a partir de suas obras com ares realistas. Ele trabalhava com o subjetividade humana. Segundo Dau Bastos, professor de Literatura Brasileira da Faculdade de Letras das UFRJ, em uma entrevista para o site Olhar Virtual, “...Machado foi um pseudo-romântico e um pseudo-realista.

Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) é considerado o marco inicial do Realismo no Brasil. Nesta obra fica evidente a crítica ao homem bastante presente em sua produção. Afinal, um defunto autor pode ver a humanidade sob outra perspectiva, pois ele não possui mais nada a perder.

A importância do autor para a Literatura Brasileira é exatamente inclusão de um estilo até então não muito presente em nossa Literatura. Ele mistura magnificamente ficção e filosofia. Trás à tona os problemas humanos, como inveja, ciúme e egoísmo, fazendo uma análise psicológica em seus personagens, o que determina a coerência de sua obra.

Outra característica ímpar é a não linearidade de suas histórias. Não há começo, meio e fim marcados claramente. O tempo é determinado pela psicologia dos fatos. É um eterno vai e vem que o leitor só compreende onde está através da subjetividade das situações. E muitas vezes o raciocínio é interrompido para que "converse" com o leitor. É muito comum o diálogo entre autor e leitor.

Machado continua atual. Falava sobre religião, governo, sociedade. Não era tão nacionalista quanto os românticos. Sua obra se passa no Rio de Janeiro, e ele descreveu sua produção simplesmtente como "Brasileira".

Portanto, se você ainda acha que Dom Casmurro é chatíssimo, visite o "Espaço Machado de Assis" idealizado pela ABL (Academia Brasileira de Letras) e apaixone-se pelo escritor. Conhecendo melhor sua vida, a leitura de sua obra torna-se muito mais prazerosa e simples. Depois, dê uma passadinha no Domínio Público e passeie entre as diversas obras de Machado.


Aline Bicudo
é técnica em Informática (COTIL/UNICAMP) e graduada em Letras (FAC Limeira). Atua como Assistente de Programação Web, além de ministrar aulas de Literatura Portuguesa e Brasileira.

Arcadismo

O Arcadismo foi um estilo literário que perdurou pela maioria do século XVIII, tendo como principal característica o bucolismo, elevando a vida despreocupada e idealizada nos campos.

PORTUGAL

O termo Arcadismo é derivado de Arcádia, região da Grécia onde pastoreiros viviam em harmonia com a natureza, gostavam e poesia e eram chefiados pelo deus Pã. Neoclassicismo, palavra que também designa o estilo desta fase literária, é utilizado para explicitar a atitude que os escritores tinham em escrever como os clássicos renascentistas.

Em 1756, aconteceu a fundação da Arcádia Lusitana, tendo como referência a Arcádia Romana e 1690. No contexto histórico, Portugal se integra ao restante da Europa e nas terras lusitanas há uma tentativa e reformar o ensino superior a partir de idéias iluministas; marquês de Pombal expulsa os jesuítas e desvencilha o ensino escolar da Igreja Católica.
Em 1779, é fundada a Academia de Ciências de Lisboa, com o objetivo de atualizar o progresso científico da época. No Arcadismo português a poesia é mais cultivada do que a prosa, o autor mais cultuado nesta fase literária portuguesa é Manuel Maria Barbosa Du Bocage, poeta que nasceu em 1765, em Setúbal, ingressou na Escola na Marinha, mas vivendo numa ida boêmia teve uma vida militar irregular. Em viagem à Índia esteve por algum tempo no Rio de Janeiro, retornando a Portugal em 1790.

Du Bocage alcançou grande sucesso literário em sua fase pré-romântica, revelando o seu inconformismo com o rigor habitual dos autores arcadistas tinham em escrever, Bocage se permiti se emocionar em seus poemas. Cronologicamente, o Arcadismo em Portugal termina em 1825, ano inicial do Romantismo português.

Trecho de um poema de Du Bocage:

“Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel das paixões, que me arrastava
Ah! Cego eu cria, ah! Mísero eu sonhava
Em mim, quase imortal, a essência humana!”


AUTORES PORTUGUESES

Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805), nasceu em Setúbal, Portugal. É o mais famoso dos satíricos e o mais popular dos poetas portugueses. Sua inspiração não foi só erótica e passional; também cantou sentimentos graves, "a desesperança e o lento gosto da morte", em que atinge muitas vezes o sublime. Mas sua vida desregrada, além de arruinar-lhe a saúde, tornou desigual a sua vasta obra. É um dos melhores sonetistas da língua portuguesa.


BRASIL

O Arcadismo no Brasil teve início no ano de 1768, com a publicação do livro “Obras” de Cláudio Manuel da Costa.

Nesse período Portugal explorava suas colônias a fim de conseguir suprir seu déficit econômico. A economia brasileira estava voltada para a era do ouro, da mineração e, portanto, ao estado de Minas Gerais, campo de extração contínua de minérios. No entanto, os minérios começaram a ficar escassos e os impostos cobrados por Portugal aos colonos ficaram exorbitantes.

Surgiu, então, a necessidade do Brasil de buscar uma forma de se desvincular do seu explorador. Logo, os ideais revolucionários começaram a se desenvolver no Brasil, sob influências das Revoluções Industrial e Francesa, ocorridas na Europa, bem como do exemplo da independência das 13 colônias inglesas.

Enquanto na Europa surgia o trabalho assalariado, o Brasil ainda vivia o tempo de escravidão. Há um processo de revoltas no Brasil, contudo, a mais eloqüente durante o período árcade é a Inconfidência Mineira, movimento que teve envolvimentos dos escritores árcades, como Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e Cláudio Manuel da Costa, além do dentista prático Tiradentes.

Como a tendência é do eixo cultural seguir o econômico, os escritores árcades são, na maioria, mineiros e algumas de suas produções literárias são voltadas ao ambiente das cidades históricas mineiras, principalmente Vila Rica.

O Arcadismo tem como características: a busca por uma vida simples, pastoril, a valorização da natureza e do viver o presente (pensamentos causados por inspiração a frases de Horácio “fugere urbem” – fugir da cidade e “carpe diem”- aproveite o dia).
Os principais autores árcades são: Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antonio Gonzaga, Basílio da Gama, Silva Alvarenga e Frei José de Santa Rita Durão.

AUTORES BRASILEIROS

Cláudio Manuel da Costa

Introdutor do Arcadismo no Brasil, Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) estudou Direito em Coimbra. Rico, advogou em Mariana, SP, onde nasceu e estabeleceu-se depois em Vila Rica. Foi um poeta de transição, ainda muito preso ao Barroco. Era grande amigo de Tomás Antônio Gonzaga, como atesta a poesia deste. Tinha os pseudônimos (apelido, no caso dos árcades, de origem pastoril) de Glauceste Satúrnio e Alceste. O nome de sua musa era Eulina. Foi preso em 1789, acusado de reunir os conjurados da Inconfidência Mineira. Após delatar seus colegas, é encontrado morto na cela, um caso de suicídio até hoje nebuloso. Na citação a seguir está presente um elogio ao campo, lugar idealizado pelos árcades.
"Quem deixa o trato pastoril, amado,
Pela ingrata civil correspondência,
Ou desconhece o rosto da violência,
Ou do retiro da paz não tem provado."


Basílio da Gama

O poeta José Basílio da Gama (1741-1795), nascido em São João del Rei, MG. Estudou com os Jesuítas no RJ até a expulsão destes do Brasil pelo Marquês de Pombal. Foi para Itália e ingressou na Arcádia Romana, adotando o pseudônimo de Termindo Sipilío. Escapou de acusações de jesuitismo escrevendo elogios ao casamento da filha do Marquês de Pombal. Escreveu O Uruguai ajudado por este e o publicou em 1769. A segunda passagem é uma das passagens mais famosas de sua obra: a morte de Lindóia.
"Na idade que eu, brincando entre os pastores,
Andava pela mão e mal andava,
Uma ninfa comigo então brincava,
Da mesma idade e bela como as flores."


"Açouta o campo coa ligeira cauda
O irado monstro, e em tortuosos giros
Se enrosca no cipreste, e verte envolto
Em negro sangue o lívido veneno.
Leva nos braços a infeliz Lindóia
O desgraçado irmão, que ao despertá-la
Conhece, com que dor! No frio rosto
Os sinais do veneno, e vê ferido
Pelo dente sutil o brando peito."
(O Uruguai)

Tomás Antônio Gonzaga

Nascido em Porto (1744-1810?) de pai brasileiro, estudou na BA e formou-se em Coimbra em Direito, sendo um jurista habilidoso. Envolvido na Inconfidência é preso em 23/05/1789 e mandado para a prisão no Rio de Janeiro. É deportado para a África em 1792. Na África se casa com uma rica herdeira, recupera fortuna e influências e morre, provavelmente, em 1810. Produziu pouco, exceto no curto tempo em que esteve em MG. Apaixonado por Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, escreveu Marília de Dirceu em sua homenagem. Ele ia casar-se com ela e partir para a Bahia assumir um cargo de desembargador, mas foi preso uma semana antes. Segundo suas poesias ele não participava da Conjuração, apesar de ser amigo de Cláudio Manuel da Costa. De fato, Gonzaga, acusado de ser o mais capaz de dirigir a Inconfidência e ser o futuro legislador, não suportava Tiradentes. Escreveu também as Cartas Chilenas, que satirizavam seu desafeto, o governador Luís Cunha Meneses. Sua obra apresenta características transitórias para o Romantismo, como a supervalorização do amor e a idealização da mulher em Marília de Dirceu.

"Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos ainda não está cortado;
Os Pastores, que habitam este monte,
Respeitam o poder de meu cajado."
(Marília de Dirceu)

"Assim o nosso chefe não descansa
De fazer, Doroteu, no seu governo,
Asneiras sobre asneiras e, entre as muitas,
Que menos violentas nos parecem,
Pratica outras que excedem muito e muito
As raias dos humanos desconcertos."
(Cartas Chilenas)

Santa Rita Durão

O Frei José de Santa Rita Durão (1720-1784), orador e poeta, pode ser considerado o criador do indianismo no Brasil. Seu poema épico Caramuru é a primeira obra a ter como tema o habitante nativo do Brasil; foi escrita ao estilo de Camões, imitando um poeta clássico assim como faziam os outros neoclássicos (árcades). Santa Rita Durão nasceu em Cata Preta (MG) e mudou-se para a Europa aos 11 anos de idade, onde teve grande participação política. Foi também um grande orador.


Alvarenga Peixoto

Inácio José de Alvarenga Peixoto (1744?-1792) estudou com os jesuítas e formou-se com louvor na Universidade de Coimbra. Foi juiz e ouvidor. Casou-se com uma poetisa e deixou a magistratura, ocupando-se da lavoura e mineração no MG. Foi implicado na Inconfidência Mineira junto com seu parente, Tomás Antônio Gonzaga, e seu amigo Cláudio Manuel da Costa. Sentenciado a morte, teve a sentença comutada para degredo para Angola, onde morreu num presídio. Sua obra artística foi pequena, mas bem acabada. Segue um exemplo.

"Eu vi a linda Jônia e, namorado,
Fiz logo voto eterno de querê-la;
Mas vi depois a Nise, e é tão bela,
Que merece igualmente o meu cuidado."



Fonte:
· Brasil Escola
· Algo Sobre Vestibular
· Info Escola
· Releituras

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Apresentações Aula-Livro

Bom, me parece que as apresentações em power point não estão carregando no outro post, não é?

Se alguém estiver tendo dificuldades em vê-los, aqui vão os links direto pro site onde estão hospedados (lá também tem opção de "fullscreen", que dá pra ver melhor o que está escrito nos slides):

Iracema: AQUI

Dom Casmurro: AQUI

Ok?

Um forte amplexo! (hehehe)

Lista de Livros para Vestibular 2009

(Para ler as obras completas, clique no nome do livro)


UNICAMP e FUVEST:

· Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente;
· Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida;
· Iracema, de José de Alencar;
· Dom Casmurro, de Machado de Assis;
· A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós;
· Vidas Secas, de Graciliano Ramos;
· A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade;
· Poemas Completos, de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa);
· Sagarana, de João Guimarães Rosa.

Fonte:
· UOL

*

PUC-SP:

· A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade;
· A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós;
· Vidas Secas, de Graciliano Ramos;
· Iracema, de José de Alencar;
· Dom Casmurro, de Machado de Assis;
· Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida.

Fonte:
· Casa dos Vestibulares

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UFMG:

· A Alma Encantadora das Ruas, de João do Rio
· Meus Poemas Preferidos, de Manuel Bandeira
· São Bernardo, de Graciliano Ramos
· O Conto da Mulher Brasileira, organização de Edla van Steen
· Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna

Fonte:
· Mundo Vestibular

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UEL:

· Marília de Dirceu, de Tomás Antonio Gonzaga
· Inocência, de Visconde de Taunay
· Esaú e Jacó, de Machado de Assis
· Sonetos, de Florbela Espanca
· Estrela da Vida Inteira, de Manuel Bandeira
· Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues
· Toda Poesia, de Ferreira Gullar
· Levantado do Chão, de José Saramago
· Morangos Mofados, de Caio Fernando Abreu
· Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo

Fonte:
· Mundo Vestibular